segunda-feira, maio 02, 2005

JN - PSD diz que dívida é de mil euros por munícipe

As contas de 2004 da Câmara de Vila do Conde foram aprovadas, anteontem à noite, com os votos da maioria socialista na Assembleia Municipal. O documento passou contra a vontade da oposição, preocupada com os 75 milhões de euros de dívidas e com a taxa de execução do orçamento, argumentando que não chegou aos 50%, apesar do relatório apresentar um resultado de 75%.
O social-democrata Albano Loureiro especificou que as contas que "não correspondem à realidade" e acrescentou que, comparativamente a outros municípios, a dívida de Vila do Conde é substancialmente superior "representa mais de mil euros por cidadão", justificou.
Alexandre Raposo do CDS-PP acusa a autarquia de "má gestão e de desinvestimento em novos projectos". Para o popular, esta é uma "situação grave que vai condicionar o futuro do concelho".
Para Fernando Reis, da CDU, o relatório apresentado é "demagógico". A "única novidade" que apresenta é o "agravamento da dívida" da autarquia e das condições sociais dos munícipes. "Vila do Conde tem uma alta taxa de desemprego, é o concelho com menor poder de compra no Grande Porto e é agora premiado com esta grande dívida pública", disse o comunista.
O presidente da Câmara, Mário de Almeida não concorda com a leitura critica dos opositores e apresenta outras contas "em termos contabilísticos aponta-se uma dívida de 75 milhões euros, mas isso inclui oito milhões de subsídios a fundo perdido e 21 milhões de euros de empréstimos contraídos ao Instituto Nacional de Habitação para construção, que serão recuperados logo que se efectuem as vendas".
Mário de Almeida até considera que a dívida diminuiu em termos de endividamento a curto prazo. "Destina-se a intervenções no âmbito da habitação social para arrendamento e a investimentos com comparticipações comunitárias, pelo têm um peso diminuto", concluiu.
Céu Salazar